segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Amor, Amigo.

Como pode eu te sentir tão perto enquanto você está tão longe? Lembro de coisas que não deveria, mas guardadas aqui ficaram. O vício, seu perfume, seu jeito, a forma de falar se misturam na minha cabeça como um filme que não tem um final feliz. Os projetos de fotografias quase sempre indecentes e a forma de ver o mundo tão promíscuo e ao mesmo tempo tão verdadeiro faziam tudo em volta ser um tédio. Pessoas passaram e ficaram entre nós e a culpa de algo errado fazia parte de nossos dias. Tudo acontecia e tudo terminava em horas que se repetiam cada vez menos. Hoje eu olho tudo isso e não sinto tristeza, de alguma forma a saudade vem mas logo vai embora e a vontade de querer viver tudo isso é quase inexistente. Um amor amigo que não conheço mais, que não vejo mais...

E já não nos conhecíamos a mais de um ano, sem saber.

sábado, 9 de julho de 2011

A Minha Droga

Não sei bem como eu me tornei uma viciada, quando vi, já estava no fundo do poço. Nas primeiras vezes era tudo uma maravilha, o maior frisson. Não me importava com o futuro ou com as pessoas que estavam ao meu redor, só queria mais e mais daquela droga. Conheci lugares novos, pessoas inusitadas e diferentes, experiências ultra marcantes que me levavam ao estase total. Eu não conseguia mais viver sem aquilo. Uma vez quase tive uma overdose, o meu vício nesse ponto já estava no alto de tudo. Não queria mais saber de nada a minha volta, só queria usar aquela sensação 24h por dia.

Um dia não conseguia mais ficar sem usar, eu me tremia, suava frio, tinha alucinações e mudava de humor frequentemente. Eu não tinha mais controle sobre mim e me tornei outra pessoa. A obsessão pela droga tomou conta de mim. Perdi meus amigos, afastei todos aqueles que amavam. Só tinha olhos pro meu vício. Entrei em abstinência, vi que estava sem ela, a minha amada droga. Fiquei vários dias, meses sentindo falta dele. Ele se foi, não aguentou mais minhas cobranças, as constantes brigas que tínhamos que quase sempre acabavam em porrada. Se cansou de mim, não me reconhecia mais e hoje não sei mais como viver sem ele. Acabou. Sem meios termos, sem meias palavras. Simplesmente acabou e essa abstinência que sinto é eterna. O amor por ele era o meu vício, e esse vício não irá sair de mim nunca porque é pra sempre. Amor, volta pra mim?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Rascunho mal feito

Sonhei que estava sendo atacada por fogos de artifícios vindos de um prédio em frente ao meu. Não me esquivei deles, apenas fiquei olhando e sentindo eles me atingirem. O sol nascia do outro lado do mundo e o que eu apenas queria era estar em um gramado coberto de flores. Não sei depois o que aconteceu comigo. Lá fora tinha um brilho bonito, o sol piscou pra mim, mas eu não conseguia enxergar mais nada. Fiquei cega. Só conseguia ver a silhueta de um homem com um chapéu grande, perguntei quem ele era e ele respondeu que era o homem da minha vida. Me apaixonei. Voltei a enxergar, mas tudo tinha sumido. Acordei...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Nele cabe o que não cabe na dispensa.

Este vídeo está sendo a sensação da internet nesses últimos tempos, a Banda Mais Bonita da Cidade abriu portas pra algo que achei que havia se esgotado: o amor, minha gente! Mas parei pra analisar também o porque de tanta gente estar fazer esse alvoroço por conta desse vídeo e vi que: ele não tem nada mais que a simplicidade de retratar aquilo que nós esquecemos de ter, aquilo que cabe o meu amor, que cabem três vidas inteiras, cabe também uma penteadeira, cabe até nós dois: o coração. E por uma questão de salvar o seu coração é que esse vídeo está fazendo esse sucesso, com essa gente linda dançando a lá Beirut ;)

domingo, 15 de maio de 2011

A Inspiração fugiu de mim



Eu olho pro meu futuro e não vejo nada. Sem planos, sem desejos, sem ambições. Nada. Estou seca de inspiração e não consigo fazer nada pra mudar. Sinto que já fiz tudo o que era pra ser feito, botei todos os pingos nos is e o que me resta agora é: nada.Eu amava uma pessoa. Amava. Confesso que ainda amo, mas não é a mesma coisa. O mundo está diferente, as pessoas estão diferentes, o sol, a lua, o mar, nada mais é aquilo que um dia eu olhei e me senti viva, em paz comigo mesma. Alguma coisa morreu aqui e eu me sinto sozinha. Eu tô vivendo o hoje, um hoje sem sentindo algum pra mim, sem motivação alguma. Um hoje pobre em cor, mas que talvez mude com o futuro.
Talvez é uma palavra tão sem graça quanto isso que acabo de escrever.

sábado, 28 de agosto de 2010

Talvez eu quesesse comer chocolate todo dia pra não ficar de TPM. Talvez eu quisesse molhar meus pés no mar da praia só pra sair da rotina. Talvez eu queira ser só pra andar por ai sem dar satisfação pra ninguém. Talvez eu pense que sou muito importante pra certas coisas. Talvez eu ache que o mundo gira ao redor do meu umbigo. Talvez eu quisesse tomar sorvete em um domingo à tarde. Talvez eu quisesse jogar futebol com pessoas de sete anos de idade. Talvez eu pudesse sorrir mais. talvez eu andasse nua na rua só pra ver a reação dos normais. Talvez eu quisesse que aquele cara fosse "meu", sem dividir com ninguém. Talvez eu seja egoísta, egocêntrica, vaidosa, estressada, sensível. Talvez eu tenha vários complexos. Talvez eu seja uma pessoa normal, cheia de defeitos, de feridas, cheia de algumas verdades, mas sem história nenhuma pra contar. talvez eu nem saiba o que talvez eu queira. Talvez eu nem sei o porque de ta escrevendo tanto talvez. Talvez eu só queira ser feliz e me sentir bem com todo mundo. Talvez eu esteja apenas sobrevivendo. Talvez, talvez. Tá, já chega.

domingo, 4 de abril de 2010

Tentando Respirar.

Não aguento mais. O amor que sinto não cabe em mim, o peso é grande é meu corpo anda arrastado. Eu amo muito, mas todo esse amor não pode ser jogado fora, nem ao menos pensar que ele um dia foi perca de tempo. Eu amo muito, mas não consigo deixar pra trás tudo o que passou, tudo o que um dia acreditei que nunca fosse acontecer. Eu te amo, mas talvez seja tarde pra entender ou pra sinplismente amar. E agora, pra onde vou? Esse amor me sufoca, entra na minha alma e não quer sair. O que fazer? A única resposta pra isso é entregar tudo pra ti, de uma vez só, sem enchegar felicidade ou sofrimento. Mas não dá. Não tô dando pé e tenho medo de me afogar. Tenho medo de simplismente te amar com toda a vontade e ver que é tarde pra poder dizer: Eu te amo.